Mitologia Chinesa: Um Universo de Deuses, Dragões e Lendas Milenares
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A mitologia chinesa representa um dos mais ricos e complexos sistemas de crenças do mundo, com histórias que remontam a mais de 5.000 anos de civilização. Diferente de outras tradições mitológicas, ela não se apresenta como um conjunto unificado de narrativas, mas como uma tapeçaria de lendas, deuses e criaturas que refletem a diversidade cultural e étnica da China antiga. Estas histórias não apenas entretinham, mas também transmitiam valores fundamentais, explicavam fenômenos naturais e estabeleciam as bases para a identidade cultural do povo chinês.
Origens e Fontes da Mitologia Chinesa

A mitologia chinesa tem suas raízes nas tradições orais que floresceram durante a Dinastia Xia (aproximadamente 2100 a.C. a 1600 a.C.), embora os historiadores estimem que muitas histórias sejam ainda mais antigas. Inicialmente transmitidas de geração em geração através de contos populares, estas narrativas começaram a ser documentadas por escrito por volta de 1100 a.C., em textos que posteriormente se tornariam fundamentais para a compreensão da cultura chinesa.
Textos Clássicos e Documentação
Entre as principais fontes escritas da mitologia chinesa, destacam-se:
- Shan Hai Jing (山海经) – O “Clássico das Montanhas e Mares”, uma das mais antigas enciclopédias chinesas, que documenta geografia, mitologia, religião, medicina e costumes antigos.
- Shui Jing Zhu (水经注) – “Comentários sobre o Clássico das Águas”, que além de informações geográficas, contém numerosas lendas associadas a rios e lagos.
- Fengshen Yanyi (封神演义) – “A Investidura dos Deuses”, um romance mitológico que narra a queda da Dinastia Shang e a ascensão da Dinastia Zhou.
- Hei’an Zhuan (黑暗传) – “O Épico da Escuridão”, uma coleção de lendas em forma de poesia épica preservada pelos habitantes da região montanhosa de Shennongjia.

Influências Filosóficas
A mitologia chinesa foi profundamente moldada por três correntes filosóficas principais:
Taoismo
O taoismo contribuiu com conceitos de harmonia com a natureza, imortalidade e a busca pelo equilíbrio entre forças opostas (yin e yang). Muitas divindades taoistas, como os Oito Imortais e o Imperador de Jade, tornaram-se figuras centrais na mitologia.
Confucionismo
O confucionismo influenciou a mitologia com sua ênfase na ordem social, piedade filial e respeito aos ancestrais. Os mitos sobre os governantes benevolentes do passado, como os Três Augustos e Cinco Imperadores, foram incorporados à filosofia política confucionista.
Budismo
Após sua introdução na China, o budismo trouxe novos elementos mitológicos, como Guan Yin (deusa da compaixão) e Yanluo (governante do inferno), que foram assimilados e adaptados à cultura chinesa, criando figuras híbridas que combinavam elementos nativos e budistas.
Religião Tradicional Chinesa
O sincretismo entre estas três correntes filosóficas e as crenças populares resultou na religião tradicional chinesa, que foi a religião oficial da China até a queda da monarquia em 1911. Esta tradição centrava-se no culto a Shangdi ou Tian, o Deus supremo chinês.
Principais Deuses e Criaturas da Mitologia Chinesa
O panteão chinês é notavelmente diverso, com divindades que representam forças da natureza, virtudes morais e aspectos da vida cotidiana. Diferente de outras mitologias, a hierarquia divina chinesa é menos rígida e mais fluida, com deuses que frequentemente compartilham domínios e responsabilidades.
Divindades Supremas

Imperador de Jade (玉皇)
Considerado a divindade mais importante, o Imperador de Jade (Yu Huang Shang-ti) governa o céu e todos os outros deuses. Sua origem é desconhecida, mas ele é visto como o primeiro deus e responsável por todas as divindades.

Nuwa (女娲)
Uma das divindades mais antigas, Nuwa é creditada com a criação da humanidade, que moldou a partir de argila amarela. Também é conhecida por reparar o céu quando este se rompeu, usando pedras de cinco cores diferentes.

Shangdi (上帝)
Deus supremo nas crenças mais antigas, Shangdi (ou Tian) representa o céu e era o centro do culto oficial chinês. O imperador, como “Filho do Céu”, era o único que podia oferecer sacrifícios a Shangdi.
Deuses da Natureza e Elementos

Lei Gong (雷公)
O deus do trovão, que começou como um mortal e se transformou após comer um pêssego celestial. Usa um martelo e uma maça para criar trovões e punir os malfeitores.

Dragões (龙)
Diferente dos dragões ocidentais, os dragões chineses são criaturas benevolentes associadas à água, chuva e boa sorte. Os Quatro Reis Dragões governam os quatro mares, cada um correspondendo a um ponto cardeal.

Fenghuang (凤凰)
A fênix chinesa, símbolo de virtude, prosperidade e graça. Originalmente representava dois pássaros distintos (feng, o macho, e huang, a fêmea), mas posteriormente fundiu-se em uma única criatura.
Divindades Populares

Guan Yin (观音)
A deusa da compaixão e misericórdia, uma das divindades mais veneradas na China. Originalmente uma figura masculina no budismo indiano (Avalokitesvara), foi transformada em uma deusa na China.

Guan Yu (关羽)
Um general histórico deificado, Guan Yu é o deus da guerra, da lealdade e das irmandades. Sua figura é venerada tanto por policiais quanto por membros de tríades (máfias chinesas).

Zao Jun (灶君)
O deus da cozinha, que anualmente reporta ao Imperador de Jade as atividades de cada família. Antes do Ano Novo Chinês, oferendas de mel são feitas para “adoçar sua boca” e garantir um relatório favorável.
Criaturas Míticas

Qilin (麒麟)
Uma criatura quimérica que traz boa sorte, frequentemente comparada ao unicórnio ocidental. Aparece apenas durante o reinado de governantes sábios e justos.

Nian (年)
Uma fera que vive no fundo do mar e emerge no Ano Novo para devorar pessoas. Teme a cor vermelha, barulhos altos e fogo, o que explica muitas tradições do Ano Novo Chinês.

Jiang Shi (僵尸)
Os “vampiros” chineses são corpos ressuscitados que sugam a essência vital (qi) de outros seres. Movem-se pulando com os braços esticados e podem ser detidos com talismãs de papel amarelo.
Mitos Fundamentais da Mitologia Chinesa
Os mitos chineses abordam temas universais como a criação do mundo, grandes dilúvios, heróis culturais e a busca pela imortalidade. Estas narrativas não apenas entretinham, mas também transmitiam valores morais e explicavam fenômenos naturais.
A Criação do Mundo

Existem várias versões do mito da criação na mitologia chinesa, sendo a mais conhecida a história de Pangu:
No princípio, havia apenas o caos, representado como um ovo cósmico onde céu e terra estavam misturados. Dentro deste ovo, dormiu Pangu por 18.000 anos. Quando despertou, esticou-se e quebrou o ovo: as partes mais leves subiram para formar o céu, enquanto as mais pesadas desceram para formar a terra. Para impedir que céu e terra se unissem novamente, Pangu ficou entre eles, crescendo dez pés por dia durante mais 18.000 anos.
Quando finalmente morreu, seu corpo transformou-se nos elementos do mundo: seu último suspiro tornou-se o vento e as nuvens; sua voz, o trovão; seus olhos, o sol e a lua; seu sangue, os rios; seus músculos, as terras férteis; seus ossos, as montanhas; seus pelos, as estrelas; e sua transpiração, a chuva.
Nuwa e a Criação da Humanidade

Após a criação do mundo físico, a deusa Nuwa sentiu-se solitária e decidiu criar companhia. Ajoelhando-se às margens do Rio Amarelo, ela moldou figuras de argila amarela à sua própria imagem. Ao colocá-las no chão, elas ganharam vida e começaram a dançar e falar.
Satisfeita com sua criação, Nuwa continuou a moldar mais figuras. Quando se cansou de criar cada ser individualmente, mergulhou uma corda na argila e a sacudiu, fazendo com que gotas caíssem no chão e se transformassem em pessoas. Diz-se que aqueles moldados diretamente por suas mãos tornaram-se os nobres e governantes, enquanto os criados pelo método da corda tornaram-se as pessoas comuns.
Mais tarde, quando uma grande inundação ameaçou a humanidade, Nuwa derreteu pedras de cinco cores para reparar o céu que havia se rompido, salvando sua criação da destruição.
A Jornada para o Oeste e o Rei Macaco

Um dos mitos mais populares da China, “A Jornada para o Oeste” narra as aventuras de Sun Wukong, o Rei Macaco, que nasceu de uma pedra mágica e adquiriu poderes sobrenaturais, incluindo imortalidade e a capacidade de se transformar em 72 formas diferentes.
Após causar problemas no Céu, Sun Wukong foi aprisionado por Buda sob uma montanha por 500 anos. Foi libertado para acompanhar e proteger o monge Tang Sanzang em sua peregrinação à Índia para buscar escrituras budistas. Junto com outros companheiros — Zhu Bajie (um porco-homem), Sha Wujing (um demônio de areia) e um cavalo-dragão — eles enfrentam 81 provações antes de completar sua missão.
Esta história, baseada na viagem real do monge Xuanzang no século VII, tornou-se um dos quatro grandes romances clássicos da literatura chinesa e continua a inspirar inúmeras adaptações em filmes, séries e jogos, incluindo a famosa série “Dragon Ball”.
Chang’e e o Coelho da Lua

Esta lenda está associada ao Festival do Meio-Outono (Festival da Lua). Conta-se que Hou Yi, um arqueiro habilidoso, salvou a Terra ao derrubar nove dos dez sóis que apareceram simultaneamente no céu. Como recompensa, recebeu um elixir da imortalidade.
Não querendo deixar sua esposa Chang’e, Hou Yi guardou o elixir. Porém, enquanto ele caçava, seu aprendiz Feng Meng tentou roubar a poção. Para impedi-lo, Chang’e bebeu o elixir e começou a flutuar em direção ao céu, escolhendo a Lua como sua nova morada para ficar o mais próximo possível de seu marido.
Na Lua, Chang’e vive com um coelho de jade, que constantemente tenta produzir mais elixir da imortalidade em um almofariz. Durante o Festival do Meio-Outono, as pessoas oferecem sacrifícios a Chang’e e observam a Lua, onde alguns dizem poder ver a silhueta da deusa e seu coelho.
O Grande Dilúvio e Da Yu

Assim como em muitas culturas ao redor do mundo, a mitologia chinesa inclui um mito de grande inundação. Durante o reinado do Imperador Yao, uma catastrófica enchente devastou a terra. O primeiro encarregado de controlar as águas, Gun, tentou construir diques, mas falhou.
Seu filho, Da Yu (Yu, o Grande), adotou uma abordagem diferente: em vez de bloquear as águas, ele cavou canais para direcioná-las de volta ao mar. Trabalhando incansavelmente por 13 anos, Da Yu conseguiu controlar a inundação, passando por sua própria casa três vezes sem entrar para ver sua família.
Por sua dedicação e sucesso, o Imperador Shun nomeou Da Yu como seu sucessor, fundando a Dinastia Xia, tradicionalmente considerada a primeira dinastia chinesa. Esta história enfatiza valores como sacrifício pessoal, perseverança e engenhosidade.
Influência da Mitologia Chinesa na Cultura Moderna
A mitologia chinesa continua viva e relevante no mundo contemporâneo, influenciando diversos aspectos da cultura global e manifestando-se de formas variadas tanto na China quanto no Brasil.
Festivais e Celebrações

Muitos festivais chineses têm suas raízes em mitos antigos:
- Ano Novo Chinês (Festival da Primavera): As tradições de usar vermelho, acender fogos de artifício e realizar a dança do leão e do dragão estão ligadas ao mito da besta Nian, que temia estas coisas.
- Festival do Barco-Dragão: Comemora o poeta Qu Yuan, que se afogou em protesto contra a corrupção. As corridas de barcos-dragão simbolizam a tentativa de resgatar seu corpo.
- Festival do Meio-Outono: Celebra Chang’e e sua ascensão à Lua, com tradições de admirar a lua cheia e comer bolos da lua.
No Brasil, especialmente em cidades com comunidades chinesas significativas como São Paulo, estes festivais são celebrados com crescente popularidade, atraindo brasileiros interessados na cultura oriental.
Cinema, Literatura e Jogos

A mitologia chinesa tem inspirado inúmeras obras artísticas globais:
- Cinema: Filmes como “A Grande Muralha”, “Mulan” e “O Segredo do Dragão” incorporam elementos mitológicos chineses.
- Animação: “Kung Fu Panda”, “Ne Zha” e “Big Fish & Begonia” adaptam lendas chinesas para o público global.
- Jogos: “Black Myth: Wukong” (baseado no Rei Macaco) e elementos em jogos como “Genshin Impact” e “League of Legends” são inspirados na mitologia chinesa.
- Literatura: Autores como Jin Yong (Louis Cha) e suas novelas de wuxia misturam história e mitologia em narrativas de artes marciais.
No Brasil, a influência pode ser vista em mangás e quadrinhos nacionais que incorporam elementos da mitologia chinesa, bem como na crescente popularidade de romances chineses traduzidos.
Símbolos e Arte

Símbolos da mitologia chinesa são amplamente reconhecidos e utilizados:
- Dragão: Símbolo de poder, sorte e nobreza, aparece em arquitetura, arte e como motivo em roupas.
- Fênix: Representa virtude e graça, frequentemente emparelhada com o dragão em casamentos.
- Qilin: Símbolo de prosperidade e sabedoria, usado em decorações de Ano Novo.
- Tatuagens: No Brasil, dragões chineses são um dos motivos mais populares em tatuagens, simbolizando força e proteção.
Em restaurantes chineses no Brasil, é comum encontrar representações do Deus da Riqueza (Cai Shen) e outros símbolos mitológicos que prometem prosperidade e boa sorte.
Medicina Tradicional e Feng Shui
Conceitos mitológicos influenciam práticas que ganham popularidade no Brasil:
- Medicina Tradicional Chinesa: Baseada no equilíbrio do qi (energia vital) e nos cinco elementos, conceitos derivados da cosmologia mitológica.
- Feng Shui: A prática de harmonizar energias em ambientes utiliza símbolos mitológicos como dragões e tartarugas para atrair diferentes tipos de energia.
- Amuletos: Objetos como o “pi xiu” (criatura mitológica que atrai riqueza) são populares em lojas de produtos orientais no Brasil.
Comparação com Outras Mitologias
A mitologia chinesa possui características únicas que a distinguem de outras tradições mitológicas do mundo, refletindo a visão de mundo e os valores da civilização chinesa.
| Aspecto | Mitologia Chinesa | Mitologias Ocidentais (Grega/Romana) |
| Estrutura Divina | Menos hierárquica, com fronteiras fluidas entre deuses, heróis e humanos deificados | Hierarquia clara com genealogias divinas complexas |
| Relação com Humanos | Deuses mais acessíveis, frequentemente foram humanos que ascenderam à divindade | Deuses mais distantes, com intervenções frequentemente caprichosas |
| Moralidade | Ênfase em virtudes como piedade filial, harmonia e equilíbrio | Deuses frequentemente amorais, com histórias de vingança e paixões |
| Criaturas Míticas | Dragões benevolentes, símbolos de poder e boa sorte | Dragões malignos, frequentemente antagonistas a serem derrotados |
| Relação com Filosofia | Profundamente integrada com sistemas filosóficos (taoismo, confucionismo) | Mais separada da filosofia, que frequentemente criticava os mitos |
Singularidades da Mitologia Chinesa
Harmonia Cósmica
A mitologia chinesa enfatiza o equilíbrio entre forças opostas (yin e yang) e a harmonia entre céu, terra e humanidade. Diferente de mitologias que retratam conflitos cósmicos constantes, os mitos chineses buscam explicar como manter a ordem natural.
Culto aos Ancestrais
Uma característica distintiva é a veneração dos antepassados, que são vistos como intermediários entre os vivos e os deuses. Esta prática, central na religiosidade chinesa, tem poucos paralelos em outras tradições mitológicas.
Deificação de Figuras Históricas
Muitos deuses chineses foram originalmente pessoas reais que foram deificadas após a morte, como Guan Yu e Confúcio. Esta prática de elevar figuras históricas ao status divino é mais comum na mitologia chinesa que em outras tradições.
Pragmatismo e Vida Cotidiana
Os deuses chineses frequentemente têm funções práticas relacionadas à vida diária, como Zao Jun (deus da cozinha) e Tu Di Gong (deus da terra local). Esta ênfase no pragmatismo reflete a orientação da cultura chinesa para questões terrenas.
Conexões com a Cultura Brasileira

Embora distantes geograficamente, existem interessantes paralelos e conexões entre as mitologias chinesa e brasileira:
- Criaturas Aquáticas: A Iara da mitologia brasileira e os dragões aquáticos chineses compartilham o domínio sobre as águas e a capacidade de encantar humanos.
- Guardiões da Natureza: O Curupira, protetor das florestas brasileiras, tem paralelos com os espíritos da montanha (Shan Shen) chineses, ambos protegendo seus domínios naturais.
- Sincretismo: Assim como a mitologia chinesa incorporou elementos do budismo e taoismo, as lendas brasileiras mesclam elementos indígenas, africanos e europeus.
- Presença Cultural: No bairro da Liberdade em São Paulo, elementos da mitologia chinesa são visíveis em templos, restaurantes e durante festivais, criando um ponto de encontro entre as duas culturas.
A crescente comunidade chinesa no Brasil tem contribuído para a difusão de suas tradições mitológicas, que encontram ressonância em um país já rico em diversidade cultural e aberto a novas influências.
Conclusão: A Relevância Atemporal da Mitologia Chinesa
A mitologia chinesa, com sua riqueza de deuses, criaturas e histórias, continua a exercer fascínio tanto na China quanto ao redor do mundo. Mais que simples contos fantásticos, estas narrativas oferecem insights sobre uma das mais antigas e contínuas civilizações da humanidade, revelando valores, crenças e sabedoria acumulados ao longo de milênios.
Em um mundo cada vez mais globalizado, onde as culturas se encontram e dialogam, a mitologia chinesa oferece perspectivas valiosas sobre temas universais como a relação entre humanidade e natureza, a busca pelo equilíbrio e harmonia, e a importância da família e dos ancestrais. Ao mesmo tempo, suas características únicas – como a visão benevolente dos dragões, a fluidez entre o humano e o divino, e a integração com sistemas filosóficos – enriquecem o patrimônio cultural global.
Para brasileiros interessados em explorar este universo mitológico, há um crescente número de recursos disponíveis, desde livros e cursos até eventos culturais e comunidades online. Compreender a mitologia chinesa não apenas amplia nossos horizontes culturais, mas também nos ajuda a apreciar a diversidade de formas pelas quais diferentes civilizações buscaram responder às grandes questões da existência humana.
























